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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Índios Xucuru Cariri visitam Centro Universitário Estácio-FIB

Intercâmbio Cultural:

Os índios da tribo Xucuru Cariri de Alagoas realizam atividades culturais, nos dias 12 e 13 de abril, às 19h, no Centro Universitário Estácio-Fib, em Stiep. O grupo promove o intercâmbio cultural com a intenção de preservar a cultura da tribo e fortalecer a resistência às ameaças de extinção.

Os indigenas pretendem mostrar como a luta em defesa da harmonia entre os seres humanos e a natureza pode contribuir com a melhoria na qualidade de vida das pessoas que moram nos centros urbanos. A programação conta com apresentação de danças sagradas, palestras sobre comidas típicas, pintura corporal, ervas medicinas e venda do artesanato indígena. A intenção é transmitir os conhecimentos dos antepassados para lutar pela saúde da “mãe terra”.

A tribo Xucuru Cariri conta com 2780 índios, divididos em 7 malocas. A índia Koram Xucuru reside numa dessas malocas que contempla 129 famílias e uma população de mais ou menos 380 pessoas que vivem do artesanato e da agricultura macaxeira, banana e bata doce. Koram Xucuru disse que “Antes, esse artesanato era usado como enfeite e meio de defesa, mas com a invasão das suas terras e vidas, eles foram obrigados a fazer muitas coisas para sobreviver, inclusive, sair da tribo e realizar intercâmbios com outras culturas como forma de amenizar a discriminação e batalhar pela sobrevivência do seu povo”.

As inscrições devem ser realizadas, no Centro Universitário Estácio-Fib, Rua Xingu, 179, Stiep, com a doação de 1kg de alimento não perecível e R$ 2,0. Informações: 2107-8203/ 8799-8284 ou jornalismo@fib.br.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Teatro a qualquer hora, em qualquer lugar!

Se você é um amante do teatro, mas anda sem tempo para assistir aos espetáculos, perdeu alguma temporada de uma peça que estava com muita vontade de ver, "aquele espetáculo" não chegou em sua cidade, ou, ainda, se você é daqueles que não trocam nada pelo conforto e segurança do seu "lar, doce lar", então vai adorar a novidade:

Trata-se do portal Cennarium, que oferece um serviço inovador e muito interessante: peças de teatro acessadas pela internet. É isso mesmo! A Cennarium disponibiliza diversas peças, que podem ser acessadas por um preço menor do que o praticado nos teatros (a média é de apenas R$ 10,00!) e podem ser vistas na hora definida por você.

Após o primeiro play, o usuário tem 24 horas para assistir ao espetáculo. Ou seja, você pode pagar pelo serviço e assistir em outro momento.

Não é demais? Eu achei o máximo e não poderia deixar de compartilhar com você, meu querido internauta. Ficou curioso, quer saber mais detalhes? Então ouça, no podcast abaixo, a entrevista concedida pelo Diretor do Portal Cennarium, Roberto de Lima, à Tânia Moralles, da Rádio CBN.


sábado, 15 de maio de 2010

O IMORTAL SEM FARDÃO

Tenho a honra de publicar mais um artigo do Professor universitário, economista e jornalista Helington Rangel aqui no Diálogos na Rede.  Leia e não esqueça de comentar.

O IMORTAL SEM FARDÃO

Se ainda vivo, Dorival Caymmi teria completado 96 anos no último dia 30 de abril – e com a morte separou-se do estilo inconfundível de celebrar costumes e tradições do povo baiano, com naturalidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica, conduzindo a energia e força da música negra.

A palavra academia deriva de Academus, herói mitológico da guerra de Tróia - e Platão desenhou o perfil da primeira congregação convencido a interligar distintas áreas do conhecimento. Fundada pelo Cardeal de Richelieu, quase metade do século XVII, a Academia Francesa tornou-se alicerce do padrão da Academia Brasileira de Letras - por gravidade, a da Bahia. A fundamental semelhança entre elas reside na característica natural de preservar e aperfeiçoar a língua como patrimônio comum a todos.

Apesar de o Presidente da França ser patrono da instituição, segundo o estatuto, somente cinco chefes de Estado foram conduzidos ao pedestal dos imortais na sua existência próxima a 400 anos. Ao contrário, a Academia de Letras da Bahia acolhe políticos influentes, habituados à sombra protetora do ghost-writter, geralmente mensageiro de erudição, destoante do jeito rude do aparente autor – e com extensa produção intelectual, em refinada criação e linguagem, Dorival Caymmi nunca teve abrigo da corporação.

Para ventilar o tradicional espaço carrancudo, a Academia Brasileira de Letras abriu as portas do convívio a Martinho da Vila, filho de lavradores, compositor em diferentes ritmos brasileiros, como incansável pesquisador, além de idealizador do espetáculo louvado no país: Concerto Negro, focando a cultura negra na música erudita.

Numa reunião festiva para ouvir canções e esgrimir conversa, talvez, a Academia de Letras da Bahia possa também eliminar o cheiro do tempo que passou: entregar o fardão extemporâneo aos três filhos de Dorival Caymmi, numa expressão singular de elasticidade de espírito e pedido de perdão pelo esquecimento histórico. Mas se nada acontecer, certamente Dorival Caymmi sobreviverá na memória dos homens, na perenidade dos gênios.

Helington Rangel


Professor universitário, economista e jornalista

helingtonr@msn.com


Créditos da Imagem: Mario Carvajal, sob uma licença Creative Commons.